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Mundo ao Redor

April 6, 2016

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Foto: Reprodução do site do projeto

Em meados de 2011, fui convidado pelo amigo Ricardo Brazileiro para colaborar no espetáculo Mundo ao Redor, da coreógrafa e interpréte Adriana Carneiro. O projeto foi longo, desenvolvido durante o primeiro semestre de 2012.

“O solo Mundo ao Redor traz imagens do cotidiano em Recife como mote para pensar o corpo transeunte, o corpo a corpo, o corpo sistema, o sistema que agrega corpos e se move em uma constante leva, às vezes circular, às linear e assim, cria a dança do indivíduo. Aquele que cria o seu próprio Umwelt aceitando seu corpo como parte integrante de um sistema, que não existiria se não fosse a presença dos homens, dos corpos e das coisas.

Foto: Reprodução do site do projeto

A abordagem estética do espetáculo Mundo ao Redor sintetiza fusão de linguagens, envolvendo fluxos de movimentos e palavras, projeções de imagens e a interação do imagético projetado com e no corpo em tempo real”.

Mundo ao Redor foi contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna em 2013. A ficha técnica do projeto é: Concepção, Coreografia e Interpretação: Adriana Carneiro; Direção Geral: Adriana Carneiro; Programação: Jeraman; Trilha sonora: Ricardo Brazileiro; Video: Carolina Seabra e Valcanti; Edição: Carolina Seabra; Iluminação: Saulo Uchôa; Assistente de Produção: Deizi Lins.

Meu papel foi desenvolver o software interativo (projeção ao fundo) responsável por controlar os vídeos e o espelho recursivo. Foi desenvolvido em C++/Openframeworks, a partir do Kinect.

Alguns vídeos do espetáculo podem ser conferidos abaixo:

Mais informações podem ser encontradas no site do projeto:

http://www.mundoaoredorsolo.blogspot.com.br

Espelhos Recursivos: Momentos, Pessoas e Lugares

October 13, 2010

tive nos últimos dias o grande prazer de participar do Festival Contato, na cidade de São Carlos, São Paulo, com várias figuraças como Panetone, Jarbas Jácome, Ricardo Brazileiro, entre outros. o Festival foi excelente; conheci pessoas legais, festas e shows inesquecíveis, uma galera pra lá de gente fina na organização…. coisa fina mesmo!

além da oficina que demos por lá (muito bacana, por sinal), acabei levando também um novo trabalho desenvolvido especialmente para o Festival, sobre o qual pretendo falar um pouco mais neste post: o “Espelhos Recursivos”.

 

um dos Espelhos Recursivos

 

o “Espelhos Recursivos” é uma instalação interativa descentralizada, que se baseia no diálogo de pequenas unidades reflexivas independentes – os Espelhos Recursivos – para estabelecer conexões simbólicas entre momentos, pessoas e lugares, utilizando para isso uma metáfora digital para os espelhos comuns.

Nela, cada um desses Espelhos – formados por um computador, uma webcam e uma saída de vídeo (uma televisão ou um monitor), além de estarem localizados em diferentes locais de uma região da cidade – age de maneira semelhante: o presente refletido sofre uma releitura em tempo-real, passando a ser composto por frames antigos captados por todos os Espelhos da instalação, que passam a exercer o papel de “pixels” do vídeo original.

 

Crianças brincando com um Espelho Recursivo no Festival Contato

 

Dessa forma, cada Espelho Recursivo acaba exibindo um resultado único: um mosaico do presente – fruto das relações entre momentos situados em diferentes contextos de tempo e/ou espaço, através da interação Visitante-Espelhos.

Inspirado no Estereoscopia, de André Parente, e no Espelho Recursivo, o trabalho é um projeto Open-Source desenvolvido em C++, usando Openframeworks, sendo concebido e desenvolvido por Jeraman.

Mais fotos podem ser encontradas no Flickr:

http://www.flickr.com/photos/jeraman/sets/72157625032747919/

O código-fonte do projeto pode ser encontrado para download no github (projeto desenvolvido na versão do OF v0.06, no Codeblocks, para Linux):

http://github.com/downloads/jeraman/jeraman.lab/espelhos%20recursivos.zip

EITA, Porra! – Exposição Internacional de Tecnologia e Arte, Porra!

September 21, 2010

no último post falei sobre o Territórios Recombinantes, evento parte do SPA das Artes que participei durante os dias 11 e 15 de Setembro, no MAMAM, Pátio de São Pedro, no Recife. neste post, falarei um pouco sobre o projeto que desenvolvi durante os esses dias: o “EITA, Porra!”.

o “Exposição Internacional de Tecnologia e Arte, Porra!” – “EITA, Porra!” é um trabalho de intervenção urbana no formato de exposição aberta que propõe apresentar ao público em geral trabalhos em Arte & Tecnologia, utilizando uma Lan House popular, de menor custo possível, como plataforma de apresentação e/ou desenvolvimento destes trabalhos.

cartaz no centro da cidade

a intervenção se dá através do aluguel, por uma ou duas tardes, de todas as máquinas de uma Lan House popular pequena, nas quais serão instaladas algumas obras de baixo custo de realização, obras essas que devem tirar proveito da infra-estrutura limitada oferecida pelo local, numa linha “baixa tecnologia de ponta”, produzidas por artistas, cientistas e pesquisadores de diversos locais do Brasil e do Mundo.

além disso, o projeto possui um formato aberto, de modo a permitir que qualquer pessoa interessada possa realizar variações, releituras e estudos, possuindo como principais influências os Speed Shows, do grupo Free Art & Technology, a versão nacional do interactivos?, pelo Marginalia Project e o LaboCA.

a primeira edição do projeto aconteceu no último dia 16, entre as 12h e as 17h, na Pen House, Lan House localizada na Galeria Recife, ao lado do famoso Beco da Fome.

algumas imagens podem ser encontradas no flickr:

http://www.flickr.com/photos/jeraman/sets/72157624947460174/

a galeria...

os visitantes...

durante o período da intervenção, a Lan House continuou funcionando normalmente. curiosamente, uma coisa podia ser notada com facilidade: independente da movimentação de pessoas, da quantidade de filmadoras e câmeras (em maior quantidade na abertura do evento – tanto pela presença de convidados, quanto pela presença de visitantes casuais que frequentam a Lan House no seu horário de almoço), ficou evidente que as pessoas não se sentiam muito a vontade para interagir – mesmo com as máquinas vazias e os textos sobre as máquinas… eis um bom aspecto a ser trabalhado nas próximas edições!

outra informação interessante é que o processo inteiro foi transmitido ao vivo pela internet, ampliando assim seu caráter “internacional” (dado que a intervenção contou também com trabalhos internacionais), desterritorializado, pois essa pequena ação acabou expandindo tudo o que acontecia no pequeno recinto da Pen House à todo o mundo…

e uma das obras!

próximos passos?

pretendo continuar explorando o contexto das Lan Houses através do experimento com outros “EITA, Porra’s!”, tentando trabalhar principalmente a questão da Lan House como uma plataforma de desenvolvimento de trabalhos artísticos, além de tentar explorar alternativas no sentido de mobilizar mais visitantes casuais a interagirem com o processo… vamos esperar pra ver… espero que daí saia coisa boa!

para maiores informações, sobre o projeto:

http://projetoeitaporra.wordpress.com/

Ada 2.0b: a Máquina Programadora

June 30, 2010

“The term computer programmer can refer to a specialist in one area of computer programming or to a generalist who writes code for many kinds of software. (…) Ada Lovelace is popularly credited as history’s first programmer. She was the first to express an algorithm intended for implementation on a computer, Charles Babbage‘s analytical engine, in October 1842.”

“Programmer” verbete na Wikipedia

Ada 2.0b é um programador, focado em performances de Live Coding, criado em 2010. Ele foi projetado para criar programas usando o Pure Data (uma linguagem de programação de sintaxe visual), baseada na sua própria (sub/o)bjetividade, através de uma performance de Live Coding  – uma improvisação artística que utiliza uma linguagem de programação como meio de expressão – audiovisual.

Sua “inspiração” é uma auto-análise da máquina, que observa a todo tempo seu status através da análise do que acontece no seu Kernel – o núcleo do sistema operacional da máquina – em tempo-real, no momento da performance, tomando isso como base para a criação da performance de Live Coding audiovisual, sem nenhuma intervenção humana.

Para quem não conhece, o termo Live Coding:

Live coding (sometimes referred to as as interactive programming, ‘on-the-fly programming’, ‘just in time programming’) is the process of writing software in realtime, as a form of improvised time-based art. Typically, the process of writing is made visible by projecting the computer screen in the audience space.

“Live Coding” verbete na Wikipedia

A performance criada segue a linha de uma performance de Live Coding audiovisual comum: existe um terminal de computador, usado para a programação, um projetor, para o retorno visual, e um sistema de som, para o feedback sonoro. A diferença reside no fato de que não existe um programador humano no terminal, apenas o Ada 2.0b.

Inicialmente, o software checa o status do Kernel (características como a lista de processos que estão na CPU e na memória, bem como seu percentual de utilização, além do conteúdo da memória RAM da máquina em tempo-real), e, baseado nisso, começa a criar um Patch no Pure Data. Essa ação afeta diretamente o Kernel da máquina, que por sua vez, reflete tais alterações mais uma vez no Patch, num laço sem fim… esta interação Kernel-Patch continua até o fim da performance.

Inspirado no Emotional Kernel Panic e no Marvim Gainsbug, este projeto foi desenvolvido no Pure Data e em Python, utilizando um módulo especial para Dynamic Patching do Pd já citado aqui mesmo, no blog, o Pyata.

um agradecimento especial a Ricardo Brazileiro e a Renato Fabbri pelas dicas do Emotional Kernel Panic: valeu mesmo, galera!

mais fotos podem ser encontradas no flickr:

http://www.flickr.com/photos/jeraman/sets/72157624399005058/

O código-fonte do projeto pode ser encontrado para download no github (projeto desenvolvido no Ubuntu 9.04, utilizando o Python 2.6.2 e o Pure Data 0.41-4):

https://github.com/downloads/jeraman/jeraman.lab/ada%20v.2.0b.zip/

maiores informações

[1] sobre o Pure Data
[2] sobre Python
[3] sobre o Pyata
[4] sobre o Emotional Kernel Panic
[5] sobre o Marvim Gainsbug

Marvim Gainsbug

March 11, 2010

Marvim Gainsbug é músico, cantor e compositor, criado em 2009. Suas principais influências são Serge Gainsbourg, Bob Dylan, o Repentista Nordestino, Leonard Cohen, Joni Mitchell, Alan Turing, Deep Blue, HAL, Wintermute e Marvin – o Andróide Paranóico.

Marvim Gainsbug é um software que atua baseado no Twitter, programado com o objetivo de compor e executar canções, com letra e música, em tempo-real.

os tweets se transformam em versos que serão interpretados pela marcante voz de Marvim. a melodia, a harmonia e o ritmo são diretamente influenciados pelas palavras que compoem os “versos”. para tanto, basta que o visitante diga em um microfone qual a temática da sua canção.

interface do Marvim Gainsbug

a interação proposta para esta versão do Marvim Gainsbug pode ser descrita como uma experiência audiovisual que evoca a impressão de interagir com um repentista, que através de seus sentidos (é capaz de “ver”, “falar” e “escutar”) e sensibilidade (de criar música), é capaz de criar uma canção, letra e música, de maneira “improvisada”, em tempo real.

criado em 2009, em parceria com Filipe Calegario, o projeto foi construído em Processing, utilizando o Twitter4j para lidar com a pesquisa no Twitter, a Sphinx4 para o reconhecimento de discurso (Speech Recognition) e a FreeTTS para síntese de voz. a interação foi viabilizada por um microfone posicionado em frente a projeção, por sua vez, utilizada como saída de vídeo para o projeto, e caixas de som, responsáveis pelo retorno sonoro do trabalho.

Marvim Gainsbug em ação

o Marvim tem recebido feedbacks positivos em diversos blogues ao redor do mundo, entre eles o conceituado blogue Nova Iorquino Create Digital Music.

para escutar músicas, ver fotos e maiores informações, acesse o site do projeto:

myspace.com/marvimgainsbug

maiores informações

[1] sobre o Marvim Gainsbug
[2] sobre o processing
[3] sobre o Twitter4j
[4] sobre o Sphinx4
[5] sobre o FreeTTS