mais sobre o illusio…

September 2, 2011

ainda sobre o projeto que apresentei no último post, o illusio, posto por aqui o vídeo acima.

ele foi gravado no Simpósio Arte Cibernética, que aconteceu no dia 1º de Julho, no Itaú Cultural, em São Paulo.

a apresentação utilizada pode ser conferida logo abaixo:


projeto illusio

June 27, 2011

o illusio é um projeto de instrumento musical digital que permite o controle de loops gravados em tempo-real, no momento da performance, através de uma performance lúdica e colaborativa baseada no relacionamento entre desenhos e sons.

para tanto, o projeto mescla o uso de tecnologias multitoques – construída a partir de canos PVC e fitas adesivas – ao conceito de pedais de guitarra – construída a partir de um teclado usb modificado – sob uma perpectiva DIY de baixo custo.

o projeto também segue a filosofia livre: todo o conhecimento técnico que permitiu sua construção, seja de hardware (como construir uma mesa multitoque base para o projeto utilizando caixas de papelão e webcams comuns) seja de software (código-fonte do programa) estará disponível para reuso, segundo uma licença não-comercial.

uma performance demonstrativa utilizando instrumento pode ser vista no vídeo abaixo. é importante ressaltar que o mesmo foi gravado apenas com o objetivo de ilustrar possibilidades da ferramenta: não sou músico profissional.

hardware

o equipamento de hardware básico usados pelo projeto é o pedal e a mesa.

o pedal foi construído a partir do uso de um teclado USB comum modificado, que pode ser facilmente encontrado em lojas pelo custo de aproximadamente 30 Reais, a partir da idéia utilizada na Afrobeat Machine de Jarbas Jácome. dessa forma, suas teclas foram todas retiradas, com exceção de 3 delas localizadas em pontos distantes (a tecla Shift, a Backspace e a Enter), de maneira que pudesse ser facilmente utilizadas com os pés, como mostra a figura abaixo.

construída coletivamente pelo wouwlabs em 2008 (dá-lhe Calega! dá-lhe Jesus! dá-lhe Aninha!), a mesa foi construída baseada em uma técnica conhecida como Frustrated Total Internal Reflection (FTIR), principalmente devido a sua simplicidade, baixo custo de produção e  abundância de material, possuindo com tracker o Community Core Vision.

para sua construção, contamos com grande apoio do Nuigroup, que forneceu todo o conhecimento técnico necessário através de documentação e o amparo de uma comunidade extremamente ativa.

estrutura da mesa. não, o tênis velho jogado não faz parte do trabalho(?)

apesar de ter sido a abordagem escolhida, é perfeitamente viável trocar a mesa utilizada como dispositivo de entrada por outras plataformas multitoques, a exemplo de iPads, Androids e caixas de papelão (a ser utilizada numa próxima versão extremamente baixo custo)…

software

o software base para o illusio pode ser dividido em dois módulos; a interface, implementado em Processing, e o looper, implementado em Openframeworks/C++, utilizando o protocolo Open Sound Control como ponte de comunicação entre eles. seu código fonte estará disponível em breve no Github.


o sistema é baseado nos conceitos de:

  • Formas – Elemento básico a partir do qual todo o instrumento funciona. Uma forma é um desenho, um rabisco, criado pelo usuário na superfície e é responsável por armazenar o loop a ser gravado;
  • Mockups – Um subtipo de forma, que funciona como um container, armazenando um conjunto de outras formas dentro dele;
  • Edição – Funcionalidade que permite ao usuário abrir e fechar formas (e mockups) com o objetivo de alterar seu fluxo sonoro;
  • Modo keyboard – Funcionalidade que permite às formas funcionarem como um piano, que libera um som (seu loop) quando tocado.

a seguir, algumas imagens do projeto:

agradecimentos

este projeto foi desenvolvido com o apoio do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética 2009, sem o qual a coisa não teria acontecido.

a propósito, este projeto será apresentado pela primeira vez ao público no Simpósio Arte Cibernética, que acontecerá no próximo 1º de Julho em São Paulo, no Itaú Cultural.

além disso, merecem agradecimentos todos aqueles que de alguma forma colaboraram com este projeto, em especial a Kamilla de Souza (conselheira e responsável pelas filmagens), Filipe Calegario (monstro pantanoso que deu uma força enorme em vários aspectos técnicos desse projeto), Ricardo Brazileiro (sem ele, os filmes simplesmente não teriam acontecido!), Jarbas Jácome e Geber Ramalho (monstros inspiradores, mentores intelectuais) e ao Wouwlabs como um todo (por nosso trabalho com a mesa multitoque)…

a todos, muito obrigado!


manifesto gambioafetivo?

February 17, 2011

amigos,
atenção!
é chegada a hora
de arrancar a dentes cada processador existente no mundo,
costurando no lugar,
com pele e barramentos orgânicos,
um legítimo coração humano!
façamos isso,
de modo que cada pulso de clock
seja transmutado no mais apaixonado sangue do mais louco poeta;
com todas as suas hemácias,
plaquetas,
e devaneios…
façamos isso agora, amigos,
para assim, quem sabe, chegar algum dia
na conclusão lógica, inequívoca,
perfeita:
1 + 1 = 3!

* das saudosas conversas com Felipe Ribeiro, Giuliano Obici, Panetone, Ricardo Brazileiro, Jarbas Jácome, Daniel Dantas…


LaboCA no SESC Belenzinho!

February 7, 2011

saudades.

talvez essa seja a palavra que melhor defina o sentimento após a sexta edição do LaboCA, que ocorreu entre os dias 26 de Janeiro e 5 de Fevereiro, no SESC Belenzinho, em São Paulo. a razão não é difícil de encontrar: foram quase duas semanas de convivência diária, com direito a muita experimentação com linhas de código/circuitos e a confraternizações memoráveis regadas a uma cervejinha, boas conversas e muita pizza (dá-lhe IDEAL!)…

além disso, tínhamos em mão um espaço incrível do recém inaugurado SESC Belenzinho (obrigado a Cátia e a Salete pelo convite!), cuja infra-estrutura lhe torna digno de ser considerado um dos maiores SESCs do país… muito bacana!

analisando esses dois pontos, podemos encontrar facilmente o denominador comum que permitiu toda a mágica desses dias, justificando tal saudade: as pessoas que – de alguma forma – se envolveram com o laboratório.

"todo mundo junto: rámulheke!"

as pessoas. sim…

contamos nesses dias com a presença de pessoas muito especiais – os amigos velhos conhecidos (tal como o grande mestre das gambiarras psicodélicas Panetone, Ariane Stolfi, Giuliano Obici, Fábio Nunes, Soraya Braz, entre outros), os já conhecidos de outros carnavais, que tivemos o prazer de reencontrar (Bernardo, Yara, Vanessa, Andrea, Bruna, Eugênia…), as novas figuras que conhecemos (Paola, Valeria, Paulo, incluindo o Joaquim, que fala no vídeo de abertura desse post…), as quais ainda esperamos reencontrar muitas e muitas vezes – todas elas engajadas em aprender, ensinar, compartilhar e fazer daquela semana algo único, inesquecível…

no que tal encontro poderia resultar?

“gambioafetos”.

talvez tenha sido emotivo um pouco além da conta neste relato… talvez… mas se fui, é apenas um reflexo da intensidade desses dias, bem como das conversas gambioafetivas informais que tivemos na casa de Felipe Ribeiro (a quem, por sinal, não podemos deixar de agradecer e ressaltar sua enorme influência neste laboratório – seja pela sua hospedagem solidária, seja por tais conversas, seja pelo seu “rámulheke” identificado facilmente em qualquer um dos vídeos acima… hahahaha): como fazer que, para a máquina, 1 + 1 sejam 3? ou 4? ou 11? atingiremos a não-lógica afetiva através de uma perfeita lógica técnico-cientificista?

vamos tentando.

enquanto isso, muito obrigado a todos: abraços, rámulhekes e até a próxima!

mais fotos disponíveis no Flickr do LaboCA:

http://www.flickr.com/photos/olaboca/sets/72157625864618223/with/5422381878/

ps: quem tiver fotos, vídeos ou textos relatando o que rolou na oficina, dá um toque para que possamos publicar tudo lá no site!

pps: para quem estiver por São Paulo, uma dica: o pessoal do MuSA dará uma oficina a partir do dia 22 de Fevereiro no mesmo SESC Belenzinho que nos recebeu! coisa fina… vale a pena!


LaboCA & Jorge Crowe no FILE Rio!

November 3, 2010

aconteceu nos dias 26 e 27 de Outubro de 2010, no Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro, a quinta edição do Laboratório de Computação e Artes, o LaboCA, dessa vez integrando a programação do FILE Rio 2010

durante esse período, que contou novamente com a presença do mestre hermano Jorge Crowe, aproximadamente 30 pessoas de diferentes áreas submergiram num processo intenso de troca de experiências, compartilhando seus conhecimentos específicos, no melhor estilo LaboCA de ser.

mais uma vez, recebemos visitas de uma galera gente finíssima, que só veio a colaborar com o processo, tal como Leo Nuñez, Raquel Kogan, Juliana Cerqueira, Adriano Belisário, entre outros… como ponto negativo, sentimos a falta do grande Ricardo Brazileiro, que acabou ficando pelo Recife nesta edição…

segue abaixo algumas fotos e vídeos da produção intensa que rolou por lá:

saldo final: do caralho (mais uma vez)! espero que a experiência tenha sido tão proveitosa para todos que participaram quanto foi para mim, pessoalmente…

muito obrigado a todos que ajudaram a construir mais um capítulo desse experimento coletivo que tem sido tão bem recebido por onde passa!

mais fotos disponíveis no Flickr do LaboCA:

http://www.flickr.com/photos/olaboca/sets/72157625266545910/

ps: quem tiver fotos, vídeos ou textos relatando o que rolou na oficina, dá um toque para que possamos publicar tudo lá no site!


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